quinta-feira, 25 de junho de 2009

O Frevo
O frevo, musicalmente, surgiu da combinação e da fusão de vários RITMOS como maxixe, o tango brasileiro, a quadrilha, o galope e, mais particularmente, o dobrado e a polca-marcha. Esta origem está diretamente ligada ao repertório das bandas militares em atividade na segunda metade do século XIX no Recife.O termo frevo é uma derivação do verbo ferver como apontam todos os pesquisadores da história desta manifestação.
Nos anos 30, com a popularização do ritmo pelas gravações em disco e sua transmissão pelos programas do rádio, convencionou-se dividir o frevo em FREVO-DE-RUA, quando puramente instrumental; FREVO-CANÇÃO, este derivado da ária, tem uma introdução orquestral e andamento melódico, típico dos frevos de rua, e o FREVO-DE-BLOCO, executado por orquestra de pau e cordas, também é chamado de marcha-de-bloco sendo característica dos "Blocos Carnavalescos Mistos" do Recife. Compositores como Nelson Ferreira, Capiba, Luiz Bandeira e Edgar Moraes fizeram frevos imortais, tocados até hoje no Carnaval do Recife. Com o passar do tempo, o frevo integra-se ao movimento de Música Popular Brasileira, sendo composto até por não pernambucanos, como Caetano Veloso, Moraes Moreira, Gilberto Gil, Edu Lobo, Chico Buarque de Holanda, Maranhão, dentre outros, para não falar na lista interminável de compositores naturais ou radicados em Pernambuco que fizeram do Recife a Capital do Frevo.
Em 2007, o frevo completou cem anos, e foi declarado pelo IPHAN um patrimônio nacional imaterial.
Instrumento e letra
De instrumental, o gênero ganhou letra no frevo-canção e saiu do âmbito pernambucano para tomar o resto do Brasil. Basta dizer que O teu cabelo não nega, de 1932, considerada a composição que fixou o estilo da marchinha carnavalesca carioca, é uma adaptação do compositor Lamartine Babo do frevo Mulata, dos pernambucanos Irmãos Valença.[5]
A primeira gravação com o nome do gênero foi o Frevo Pernambucano (Luperce Miranda/Oswaldo Santiago) lançada por Francisco Alves no final de 1930. Um ano depois, Vamo se Acabá, de Nelson Ferreira pela Orquestra Guanabara recebia a classificação de frevo.
Dois anos antes, ainda com o codinome de "marcha nortista", saía do forno o pioneiro Não Puxa Maroca (Nelson Ferreira) pela orquestra Victor Brasileira comandada por Pixinguinha.
O frevo no carnaval
Em 1957, o frevo Evocação No. 1, de Nelson Ferreira, gravado pelo Bloco Batutas de São José (o chamado frevo de bloco) invadiria o carnaval carioca derrotando a marchinha e o samba. O lançamento era da gravadora local, Mocambo, que se destacaria no registro de inúmeros frevos e em especial a obra de seus dois maiores compositores, Nelson (Heráclito Alves) Ferreira (1902-1976) e Capiba. Além de prosseguir até o número 7 da série Evocação, Nelson Ferreira teve êxitos como o frevo Veneza Brasileira, gravado pela sambista Aracy de Almeida e outros como No Passo, Carnaval da Vitória, Dedé, O Dia Vem Raiando, Borboleta Não É Ave, Frevo da Saudade. A exemplo de Nelson, Capiba também teve sucessos em outros estilos como o clássico samba canção Maria Bethânia gravado por Nelson Gonçalves em 1943, que inspiraria o nome da cantora. Depois do referido É de Amargar, de 1934, primeiro lugar no concurso do Diário de Pernambuco, Capiba emplacou Manda Embora Essa Tristeza (Aracy de Almeida, 1936), e vários outros frevos que seriam regravados pelas gerações seguintes como De Chapéu de Sol Aberto, Tenho uma Coisa pra lhe Dizer, Quem Vai pro Farol é o Bonde de Olinda, Linda Flor da Madrugada, A pisada é essa, Gosto de Te Ver Cantando.




A importância do Galo da Madrugada na preservação do frevo
O Galo da Madrugada é um bloco carnavalesco que preserva as tradições locais. Eles tocam ritmos pernambucanos e desfilam sem cordões de isolamento. O desfile do galo da madrugada é um dos momentos para se ouvir e se dançar frevo no carnaval.
FREVO=ORIGEM NORDESTINA '
Os novos intérpretes do Frevo de Pernambuco
No Galo da Madrugada os foliões também têm a oportunidade de conhecer novos intérpretes de Frevo de Pernambuco como: Alceu Valença, Claudionor Germano, Gustavo Travassos, Almir Rouche, Nena Queiroga, André Rio, entre muitos outros que fazem a voz do frevo contemporâneo acontecer nas Ruas do Recife.




Tipos de Frevo
Frevo de rua
Frevo de rua é frevo tocado por orquestra instrumental, sem adição de nenhuma voz cancionando.
Nos anos 30, com a popularização do ritmo pelas gravações em disco e sua transmissão pelos programas do rádio, convencionou-se a definir o frevo como "frevo de rua", quando puramente instrumental.
Frevo canção
Frevo canção é derivado da ária (composição musical escrita para um cantor solista), tem uma introdução orquestral e andamento melódico, típico dos frevos de rua. É seqüenciado por uma introdução forte de frevo, seguida de uma canção, concluindo novamente com frevo.
Frevo de bloco
Frevo de bloco é um frevo executado por orquestra de pau e cordas. É chamado pelos compositores mais tradicionais de "marcha-de-bloco".
O Frevo-de-Bloco é a música das agremiações tradicionalmente denominadas “Blocos Carnavalescos Mistos”. Seu aparecimento pelo carnaval de Pernambuco faz alusão a um dado histórico e sociológico: o início da efetiva participação da mulher, principalmente as mulheres da classe média, na folia de rua do Recife.


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